05.03.2024
Do blog DVS EDITORA, 09.11.2009
Quem dá uma excelente resposta para essa pergunta é Arie de Geus, que foi executivo do Grupo Royal Dutch Shell por 38 anos em 3 continentes, até no Brasil, chegando a assumir a presidência em algumas dessas regiões. Atualmente é professor convidado da London Business School e membro do Conselho do Centro de Aprendizado Organizacional do Massachusetts Institute of Technology (MIT). É também autor do livro A Empresa Viva: Como as Organizações podem Aprender a Prosperar e se Perpetuar, que recebeu aceitação no mundo todo, levando inclusive Peter Senge a considerá-lo como o verdadeiro criador do conceito de learning organization (aprendizado organizacional).
Arie de Geus acha que o que permitiu a longevidade coorporativa das empresas com as quais trabalhou (ou observou) foram quatro fatores principais, a saber:
1) As empresas longevas eram sensíveis ao seu ambiente.
Quer tivessem construído suas fortunas com base no conhecimento (como as constantes inovações tecnológicas da DuPont) ou em recursos naturais (como o acesso da Hudson Bay Company às peles nas florestas canadenses), elas permaneceram em harmonia com o mundo à sua volta.
Mesmo em meio às marés de guerras, depressão, novas tecnologias e mudanças políticas, elas pareciam sempre primar por manter seus sensores ligados e sintonizados com o que fosse que estivesse acontecendo em torno delas.
Muitas pessoas pensam e falam naturalmente de empresas como se estivessem falando de uma criatura orgânica, viva, com mente e personalidade próprias.
Todas as empresas de fato exibem comportamentos e certas características de entidades vivas.
Todas as empresas aprendem.
Todas as empresas, explicitamente ou não, têm uma identidade que determina sua coerência.
Todas as empresas crescem e se desenvolvem até o momento em que morrem. A ideia de empresa viva traz em si imensas implicações práticas, cotidianas para os gerentes.
Ela significa que em um mundo que se modifica de forma substancial, muitas vezes durante o curso de sua carreira profissional você precisa envolver as pessoas no desenvolvimento continuado da empresa.
Como todos os organismos, a empresa viva existe primeiramente para buscar sua própria sobrevivência e desenvolvimento, ou seja, para realizar seu potencial e crescer o máximo possível.
Ela não existe unicamente para fornecer produtos aos clientes ou para dar retorno de investimento aos acionistas, da mesma forma como qualquer pessoa não existe unicamente em função de seu emprego ou de sua carreira. Afinal, todo indivíduo é uma identidade viva.
Obviamente, cada ser humano existe para sobreviver e prosperar: trabalhar em seu emprego é, portanto, um meio para cada pessoa chegar a esse fim.
Da mesma forma, dar aos acionistas retorno sobre seu investimento e servir aos clientes são meios para se chegar a um fim semelhante à IBM, à Royal Dutch/Shell, à Exxon, à Procter & Gamble, à General Electric, à General Motors e a todas as outras empresas.”
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Fonte:https://blog.dvseditora.com.br/longevidade-corporativa/
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