O Imperativo da Transformação: Estratégias de Vanguarda para a Perenidade das Autogestões em Saúde

 15.01.2026

Publicado por Irineu Messias

O setor de saúde suplementar no Brasil atravessa um período de reconfiguração sem precedentes, onde as operadoras de autogestão ocupam uma posição de centralidade social, mas sob uma pressão econômica extrema. Enquanto o mercado geral registrou lucro líquido recorde em 2024, o segmento de autogestão divergiu frontalmente, apresentando um prejuízo operacional de R$ 2,1 bilhões no mesmo período. Este cenário exige uma transição do modelo reativo para o estratégico, fundamentado no que chamo de "quadrilátero da sustentabilidade": modernização regulatória, eficiência tecnológica, novos modelos de remuneração e gestão baseada em Atenção Primária.

1. A Crise Demográfica e a "Tempestade" do Mutualismo

As autogestões operam sob o princípio do mutualismo puro, onde a instituição assume integralmente o risco da operação assistencial sem visar lucro, revertendo excedentes para a melhoria dos serviços. Contudo, essa natureza torna as operadoras extremamente sensíveis a variações de custos.

O maior desafio é demográfico: as autogestões funcionam como um "laboratório antecipado" do envelhecimento populacional, com uma média de 26% a 27% de beneficiários acima de 60 anos — um perfil que o restante do país só atingirá em 2033. Este envelhecimento eleva a frequência de uso e a complexidade dos casos, levando a sinistralidades que frequentemente ultrapassam 90%, deixando margens inferiores a 10% para custos administrativos e inovação.

2. Modernização Regulatória e a Oxigenação da Carteira

A rigidez do conceito de "grupo fechado", imposta historicamente pela RN 137, dificultava a entrada de vidas mais jovens para equilibrar o risco atuarial. A recente aprovação da Resolução Normativa nº 649/2025 pela ANS oferece o "oxigênio" necessário para o setor.

As novas regras permitem a inclusão de familiares até o 4º grau de parentesco e a associação de empresas de ramos diversos para formar ou integrar autogestões. Essa flexibilização visa reduzir o custo regulatório e promover a "oxigenação" das carteiras, permitindo que a solidariedade e a eficiência coexistam de forma sustentável.

3. APS e Prevenção como Eixos de Controle de Custos

A transição da "gestão da doença" para a "gestão da saúde" é o mecanismo mais eficaz para racionalizar a utilização do sistema. A Atenção Primária à Saúde (APS) atua como ordenadora da rede, sendo capaz de resolver até 85% dos problemas de saúde sem encaminhamentos desnecessários.

Impacto Financeiro: Planos que investem em prevenção conseguem reduzir em até 35% os custos relacionados a internações hospitalares.

Coordenação do Cuidado: A eficiência da APS evita a fragmentação do tratamento e exames redundantes. Na CASSI, por exemplo, estima-se que se a população coordenada pela APS tivesse o perfil de consumo dos demais beneficiários, a despesa assistencial seria onerada em mais de R$ 300 milhões anualmente.

Verticalização: A integração com recursos próprios, como as CliniCASSI, elimina intermediários, reduz despesas de comercialização e permite a compra direta de insumos de alto custo (OPME), revertendo a economia para o próprio plano.

4. Inteligência Artificial e a Defesa do Caixa

A digitalização emergiu como o motor de eficiência indispensável para mitigar fraudes e desperdícios, que custam quase R$ 20 bilhões anuais ao setor de saúde no Brasil.

Auditoria Inteligente: Agentes de IA podem automatizar de 30% a 60% das regulações médicas, identificando padrões de comportamento atípicos e fraudes em tempo real, como o fracionamento de recibos ou atendimentos fictícios.

Resultados Tangíveis: Implementações tecnológicas têm demonstrado aumentos de até 200% no volume de contas auditadas, com um ROI (retorno sobre investimento) de até 9:1 em projetos antifraude.

Monitoramento Preditivo: O uso de wearables (dispositivos vestíveis) e IA permite o monitoramento contínuo de pacientes crônicos, possibilitando intervenções precoces que evitam internações de alta complexidade em UTIs.

5. Da Fragmentação ao Valor: Novos Modelos de Pagamento

O modelo tradicional de Fee-for-Service (pagamento por volume) é amplamente identificado como indutor do desperdício. A migração para a Saúde Baseada em Valor (VBHC) busca recompensar desfechos clínicos que importam ao paciente em relação ao custo assistencial.

Modelos como Bundles (pagamento por episódio de cuidado) e Capitation (valor fixo por beneficiário) incentivam a coordenação entre prestadores e a previsibilidade financeira.
No entanto, essa transição exige transparência de dados e a cooperação entre operadoras e hospitais para que os riscos sejam compartilhados de maneira gradativa.

6. Judicialização e Estratégias de Colaboração

A judicialização tornou-se um gargalo severo para a previsibilidade, com quase 300 mil novos processos anuais. A estratégia tem migrado para a mediação pré-processual (NIP) e a consulta obrigatória ao NAT-JUS, buscando fundamentar decisões em evidências científicas e reduzir liminares baseadas em laudos frágeis.

Paralelamente, a "coopetição" (colaboração entre concorrentes) tem se fortalecido. A aliança entre gigantes como CASSI, Geap e Postal Saúde permite o compartilhamento de redes assistenciais e estruturas de APS, especialmente no interior do país. Esse compartilhamento aumenta o poder de negociação junto a prestadores e dilui custos administrativos, beneficiando diretamente o usuário final.

Conclusão: O Futuro do Mutualismo

As autogestões brasileiras encontram-se em um ponto de inflexão. O horizonte 2025-2030 será definido pela capacidade dessas operadoras de consolidar a eficiência digital sem perder o propósito humanizado que é a essência do modelo. A perenidade do mutualismo na saúde suplementar brasileira dependerá, portanto, de uma gestão que coloque a qualidade dos desfechos clínicos no centro da equação financeira.
Referências Bibliográficas
1. AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (ANS). Guia para Implementação de Modelos de Remuneração Baseados em Valor. Rio de Janeiro: ANS, 2019. (Referência fundamental para a transição do modelo Fee-for-Service para o VBHC)

2. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ); PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO (PNUD). Diagnóstico da Judicialização da Saúde Pública e Suplementar. Brasília: CNJ, 2025. (Estudo técnico sobre o impacto dos NatJus e a racionalidade decisória no Judiciário).

3. ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO (OCDE). Estudo da OCDE da Atenção Primária à Saúde no Brasil. Paris: OECD Publishing, 2021. (Documento que valida a APS como redutora de 45% das internações por condições sensíveis).

4. INSTITUTO DE ESTUDOS DE SAÚDE SUPLEMENTAR (IESS). Judicialização na Saúde Suplementar: Desafios Regulatórios e Caminhos para a Sustentabilidade do Setor até 2035. São Paulo: IESS, 2025. (Análise prospectiva sobre os custos de R$ 17,1 bilhões gerados pela judicialização).

5. PwC BRASIL. Prevenção e Detecção de Fraudes na Indústria da Saúde. São Paulo: PwC, 2024. (Relatório que quantifica as perdas por fraudes em R$ 20 bilhões anuais no Brasil e o papel da IA na mitigação desses riscos).

6. CASSI (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil). Relatório Anual de Atividades e Demonstrações Contábeis: Exercício 2021. Brasília: CASSI, 2022. (Caso prático de autogestão que demonstra a economia de mais de R$ 300 milhões anuais através da coordenação do cuidado via APS)

7. MENDES, Eugênio Vilaça. O Cuidado das Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde: O Imperativo da Consolidação da Estratégia da Saúde da Família. Brasília: OPAS/OMS, 2012. (Obra de referência sobre a eficácia da APS na redução de até 35% dos custos de internação).

8. UPFLUX. Auditoria Médica: Saiba como a IA multiplica resultados e reduz fraudes!. Blog UpFlux, set. 2025. (Análise sobre o ROI de 9:1 em projetos de automação antifraude com Inteligência Artificial).

9. MAIDA HEALTH. Autogestões de Saúde: como funcionam, suas vantagens e desafios. Blog Maida Health, 2024. (Levantamento sobre a adoção de IA por apenas 38% das autogestões, destacando o gap de inovação no setor).

10. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução Normativa ANS nº 630/2025. (Normativa que estabelece as diretrizes para o uso ético e regulado da Inteligência Artificial na gestão assistencial e auditoria das operadoras).

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A Previdência Complementar no Brasil: Estrutura, Evolução e Vantagens

17.10.2025
Postado por Irineu Messias

A proteção social é uma preocupação que remonta a culturas antigas como Grécia e Roma. Atualmente, essa preocupação se materializa na Seguridade Social, um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.

O Sistema de Previdência Social Brasileiro está estruturado em três pilares principais: o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e o Regime de Previdência Complementar (RPC). Enquanto o RGPS (operacionalizado pelo INSS) destina-se aos trabalhadores do setor privado e empregados públicos celetistas, e o RPPS (obrigatório) destina-se aos servidores públicos estatutários e militares, o Regime de Previdência Complementar (RPC) assume um papel de destaque como opção para a construção do bem-estar futuro.

Características e Evolução do Regime de Previdência Complementar (RPC)

O RPC possui características fundamentais que o diferenciam dos regimes básicos: é organizado de forma autônoma, tem caráter complementar ao RGPS, e sua adesão é facultativa. Por ser autônomo, a concessão de benefícios pelo RPC independe do recebimento de benefícios dos outros regimes.

Historicamente, o primeiro registro da Previdência Complementar no Brasil data de 1835, com a criação do Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado (Mongeral). Contudo, o marco regulatório inicial moderno foi a Lei n.º 6.435, de 1977. Posteriormente, em atendimento ao Art. 202 da Constituição Federal, as Leis Complementares n.º 108/01 e n.º 109/01 trouxeram uma nova dinâmica para o segmento.

Financiamento e Estrutura

O RPC adota o regime financeiro de capitalização, caracterizado pela formação de reservas constituídas pelas contribuições recebidas e pela rentabilidade dos recursos investidos. O objetivo das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) é alcançar a rentabilidade necessária para o pagamento dos benefícios, priorizando a segurança em vez de buscar investimentos de maior risco.

O RPC é operado por dois tipos de entidades:

1. Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC): Possuem fins lucrativos e são comercializadas por bancos e seguradoras.

2. Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC): Foco principal no segmento, as EFPC (também conhecidas como Fundos de Pensão) são entidades sem fins lucrativos. Elas administram planos criados por empresas (patrocinadoras) para seus empregados ou entidades de classe (instituidores) para seus associados.

A estrutura mínima de uma EFPC conta com um Conselho Deliberativo, uma Diretoria Executiva e um Conselho Fiscal. Essa governança, somada ao acompanhamento da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), proporciona segurança e transparência aos participantes.

Modalidades de Planos e Investimentos

Os planos de benefícios previdenciários oferecidos pelas EFPC classificam-se em três modalidades, baseadas nas características dos benefícios programados:

Benefício Definido (BD): Garante o recebimento dos benefícios programados em valor previamente estabelecido, podendo as contribuições variar ao longo dos anos para assegurar sua manutenção.

Contribuição Definida (CD): O valor dos benefícios programados é baseado no saldo de conta acumulado (contribuições do participante, patrocinadora e rentabilidade), sendo pago enquanto houver saldo. As contribuições são definidas livremente.

Contribuição Variável (CV): Combina as modalidades BD (na fase de percepção) e CD (na fase de acumulação).

Para garantir o equilíbrio e a solvência dos planos, as EFPC definem anualmente uma Política de Investimento, observando diretrizes estabelecidas na Resolução CMN n.º 4.661/2018. Essas regras prudenciais buscam minimizar riscos, evitando especulações e proporcionando mais tranquilidade aos participantes.

Vantagens do RPC para os Agentes Sociais

O Regime de Previdência Complementar oferece vantagens significativas para todos os agentes envolvidos:

1. Para os Participantes: A principal vantagem é a formação de poupança previdenciária que proporciona uma renda adicional na aposentadoria, ajudando na manutenção da qualidade de vida. Outras vantagens incluem:

Proteção Familiar: Cobertura para casos de invalidez e falecimento.

Baixos Custos: EFPC, por não terem fins lucrativos, cobram taxas de administração apenas para sua manutenção e funcionamento.

Incentivos Fiscais: As contribuições do participante podem ser deduzidas até o limite de 12% dos rendimentos tributáveis no ajuste anual do Imposto de Renda (IR). A tributação (Regime Progressivo ou Regressivo) ocorre apenas no recebimento do benefício ou resgate.

2. Para os Patrocinadores e Instituidores: Para as empresas, oferecer planos de benefícios atua como um instrumento de Política de Recursos Humanos, motivando empregados, atraindo e retendo talentos. Isso fortalece a marca e a responsabilidade social. As contribuições realizadas pela empresa podem ser deduzidas como despesas operacionais até o limite de 20% da folha de salários, sem se vincular ao contrato de trabalho.

Para os instituidores (entidades de classe), a oferta de planos fortalece o vínculo associativo e a representatividade junto aos associados, defendendo seus interesses de maior proteção na aposentadoria.

3. Para a Sociedade: O RPC contribui para o desenvolvimento da cultura previdenciária e a ampliação da proteção social. Além disso, a poupança estável de longo prazo gerida pelas EFPC é utilizada para o desenvolvimento do País, com investimentos em infraestrutura, novas empresas e geração de empregos, substituindo a necessidade de endividamento externo.

Em resumo, o Regime de Previdência Complementar, especialmente no âmbito das EFPC, constitui uma ferramenta bem organizada e regulamentada que oferece ao trabalhador a oportunidade de planejar e construir um futuro financeiro mais tranquilo.

Conheça o Viva Pecúlio da Viva Previdência (antiga Geap Previdência):


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Indicação ao STF: por que Jorge Messias?

16.10.2025
Por Marcelo Uchoa

Coragem, sensibilidade e firmeza institucional fazem de Jorge Messias o nome mais preparado para o STF

Jorge Messias (Foto: Victor Piemonte/STF)

As especulações sobre nomes para assumir a vaga de ministro do STF, na cadeira aberta com a saída antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, aumentam diariamente. Tenho defendido que o nome mais adequado para assumir o posto é o do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, e explicarei o porquê.

Um ministro do STF ideal deve conhecer o Direito, compreender e saber interpretar corretamente a Constituição, procurar ser justo em suas ponderações e decisões. Deve ser probo, honesto, competente, equilibrado no lidar e não pode ser arrogante, estando sempre aberto para receber advogados e com humildade reforçada para escutar a sociedade.

Apesar de jovem, Jorge Messias é egresso de uma plêiade de juristas que absorveu lições preciosas de Dalmo de Abreu Dallari. Sabe, por exemplo, que o bom juiz deve enxergar o cidadão além dos autos processuais, sem resumi-lo a calhamaços de papéis e documentos. Entende que a justiça se constrói com sensibilidade ética e coragem institucional e, falando em coragem, que é preciso tê-la para garantir a autoridade do Direito. Sabe, e sabe muito bem, que o juiz é a voz viva da justiça e que, se o juiz não fala com a verdade, a justiça fica muda, como profetizado pelo mestre único Piero Calamandrei.

No Brasil, todos reconhecem que o Poder Judiciário é tão aristocrático quanto complexo. É nauseante observar a foto da ministra Cármen Lúcia ladeada de dez homens de toga, circunstância que agride a vista e, sobretudo, a consciência de gênero e racial.

Em um cenário ideal, a Corte seria paritária entre homens e mulheres e diversa em cor, gênero e inclusão. Esses critérios, em tese, afastariam o ministro Jorge Messias da preferência para a vaga no STF. Porém, a realidade é bem diferente da idealização.

A atualidade do Brasil exige, mais do que tudo, coragem. No país, ainda se estão juntando os cacos de uma tentativa de golpe cujo trâmite segue em curso desde os Estados Unidos. Por isso, coragem é algo que o próximo ministro deve agregar de maneira robusta em seu portfólio pessoal, sendo esse atributo o que Jorge Messias vem provando ter durante toda sua trajetória no serviço público, em especial nos últimos dois anos, desde que assumiu a chefia da AGU.

Messias possui valentia, excelente trânsito institucional entre Poderes e instâncias federativas e capacidade ímpar de resolutividade nas ações. Não fossem ele e o atual delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao lado do ex-ministro da Justiça, atual ministro do STF, Flávio Dino, e respectiva equipe, em janeiro de 2023 a tentativa de golpe teria se consumado.

Em mandato vindouro, o presidente Lula terá a oportunidade de indicar outros dois nomes para o STF. Quiçá seja o momento de minorar a falta de representatividade feminina e negra na Corte Suprema. Agora, a hora é de fortalecer a Corte com nomes já testados em termos de arrojo para defender a institucionalidade.

Verdade seja dita, o presidente Lula não está avesso à necessidade de reduzir as distorções de gênero e raça no Judiciário e nos espaços políticos em geral. Neste mandato, só em termos de Cortes Superiores, duas mulheres já foram indicadas para o STJ, outra para o TSE e outra para o STM, tribunal em que uma segunda ministra, a atual presidenta, já fora indicada por si em mandato anterior. O presidente tem nomeado mulheres e negros, egressos da magistratura ou de quintos constitucionais, em TRFs, TRTs e TREs. Jamais se pode esquecer que foi o presidente Lula o único mandatário da história republicana a indicar uma sucessora mulher para a Presidência do Brasil, a ex-presidenta Dilma Rousseff, que também foi recentemente indicada por ele para assumir a presidência do importante Banco do BRICS. A propósito, no Executivo, há dez mulheres em ministérios e, em termos de máquina pública, pelo menos duas mulheres estão à frente de empresas de elevadíssima relevância nacional: a Petrobras e o Banco do Brasil.

Portanto, se a opção do presidente Lula para o STF não for pelo nome do ministro da AGU, Jorge Messias, que seja pelo de alguém com os mesmos perfis objetivos e subjetivos, sendo relevante ressaltar a competência, a coragem e o compromisso com os programas sociais de governo e, também, com as pautas sociais gerais que defende em sua gestão e que são amplamente recepcionadas pela Constituição. Porque, para além de ser um grande quadro da República, Jorge Messias, evangélico “de verdade”, também é um comprovado humanista, defensor das populações mais sofridas e das pessoas mais vulneráveis.
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Fonte: https://www.brasil247.com/blog/por-que-jorge-messias

ARMA SECRETA CONTRA O ETARISMO (como usá-la): Inteligência da Resiliência Profissional (IRP)

06.10.2025

Do Linkedin de José Jerônimo*

Postado por Irineu Messias


O CURRÍCULO DELE FOI DESCARTADO POR “EXCESSO DE EXPERIÊNCIA”.

Ao invés de se render, ele abriu uma nova porta.

O mercado insiste travando a batalha errada. Procura juventude ou modismos… mas está perdendo a guerra mais importante: a da inteligência estratégica.

Aos 50, 55 ou 60+, muitos são taxados de “sênior demais”. Mas essa etiqueta esconde algo que pouca gente percebe: uma arma secreta, que não aparece no LinkedIn, nem em diplomas brilhando na parede. Essa arma chama-se Inteligência da Resiliência Profissional (IRP).

A IRP é o que transforma cicatrizes em força. É a capacidade de, diante da pressão, enxergar o que está invisível para os inexperientes. Não se aprende em curso rápido, nem em MBA. Aprende-se em crises enfrentadas, projetos fracassados que viraram vitórias, negociações que pareciam perdidas, mas foram resgatadas com habilidade e calma.

 E aqui está o erro fatal das empresas:

- ao descartarem profissionais experientes, deixam de acessar bilhões em soluções, inovação prática e sabedoria aplicada.

Mas não é apenas um problema das empresas. 

É também um chamado para os profissionais maduros: ativar e usar sua IRP com clareza, método e confiança.

 COMO TRANSFORMAR SUA IDADE EM VANTAGEM COMPETITIVA

- Mapeie suas Cicatrizes Estratégicas

Não descreva só cargos e funções. Relate crises que superou, erros caros que evitou, transformações que conduziu. Sempre com impacto mensurável: tempo economizado, dinheiro preservado, equipe fortalecida.

- Domine a Mentoria Reversa Ativa

Ofereça-se para ensinar lições de negócio enquanto aprende ferramentas digitais com os mais jovens. Isso quebra barreiras, gera respeito mútuo e mostra que intergeracionalidade é motor de inovação.

- Crie um Portfólio de Soluções

Não espere uma vaga. Identifique problemas comuns no seu setor e prepare soluções estruturadas com base na sua vivência. Apresente-se como solucionador, não como mais um candidato.

- Seja um Consultor Interno.

Mostre valor dentro da empresa antes de pedir reconhecimento. Traga soluções para gargalos reais. A confiança vem do resultado entregue.

- Construa Pontes Genuínas

Converse com jovens, participe de eventos, compartilhe ideias sem imposição. A intergeracionalidade é uma via de mão dupla — quem escuta, cresce.

Para as empresas: 

 Olhem para quem já entregou tudo isso sob fogo cruzado. Parem de filtrar por idade. Comecem a filtrar por IRP.

Para os profissionais: 

a sua idade não é obstáculo, é ativo estratégico. Só precisa ser apresentado do jeito certo.

DESAFIO: Qual é a sua Cicatriz Estratégica mais valiosa?

Compartilhe juntando com uma lição que só o tempo e a experiência puderam ensinar - a sua

Juntos, vamos mostrar que a arma contra o etarismo, a (IRP).

José Jerónimo   Conexão de 2º grau. 2º CEO – Founder do Projeto “Longevidade sem Fronteiras”/ Inclusão Etária / Saúde (Healthcare) / Palestrante / Treinamentos / Consultor.

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Fonte: https://www.linkedin.com/feed/?highlightedUpdateType=CONTENT_YOU_MAYBE_INTERESTED_IN&highlightedUpdateUrn=urn%3Ali%3Aactivity%3A7378904618354937856

De que forma a gestão de pessoas e a cultura organizacional influenciam a eficácia dos sistemas de saúde?

11.09.2025

Postado por Irineu Messias

A gestão de pessoas e a cultura organizacional exercem uma influência significativa na eficácia dos sistemas de saúde, conforme detalhado nas fontes, principalmente através da otimização do capital humano e da criação de um ambiente de trabalho coeso e produtivo.

Influência da Gestão de Pessoas:

Alcance de Objetivos e Qualidade do Serviço A administração, que engloba a gestão de pessoas, tem como tarefa básica "conseguir fazer as coisas por meio das pessoas e dos recursos disponíveis de maneira eficiente e eficaz". A qualidade da administração de Recursos Humanos (ARH) "influencia diretamente a capacidade da organização e de seus empregados em atingir seus objetivos".

Recurso Estratégico e Dinamizador A gestão de pessoas é a forma como uma organização se estrutura para "gerenciar e orientar o comportamento humano no ambiente de trabalho". Ela deve ir além de ações planejadas, considerando as pessoas como "recursos estratégicos, capazes de dinamizar as organizações e garantir a sustentabilidade de sua competitividade".

Funções Essenciais As atividades de gestão de pessoas incluem "recrutamento, treinamento, remuneração e desenvolvimento". Os recursos humanos são fundamentais para "planejar e produzir os produtos e serviços, controlam a qualidade, vendem os produtos, alocam recursos financeiros e estabelecem as estratégias e objetivos para a organização".

Capacitação para Tecnologia e Sistemas de Informação No contexto da saúde, a eficácia dos sistemas de informação depende de "pessoas habilitadas que operarão e administrarão toda essa tecnologia". A "capacitação desses recursos é de extrema importância para a operação e gerenciamento eficientes dos sistemas de TI nas organizações". Isso é crucial, visto que os sistemas de informação são um apoio essencial para a gestão em saúde, visando a qualidade da assistência e o gerenciamento do trabalho.

Desenvolvimento Profissional e Sustentabilidade do SUS Os sistemas de informação, quando qualificam os profissionais de saúde para executar tarefas com qualidade, podem "transformar e sustentar o Sistema Único de Saúde, dando retornos positivos espetaculares em curto prazo". O conhecimento dos trabalhadores de saúde é o "instrumento mais poderoso" para a prestação da assistência.

Planejamento e Políticas de Gestão Existem instrumentos como o Sistema de Informação e Gestão de Recursos Humanos (SIG-RHS), que é uma ferramenta para "coleta, armazenagem e análise de informações de gestão do trabalho para planejamento e acompanhamento, formulação de políticas de gestão a ser utilizado em serviços e sistemas locais de saúde".

Influência da Cultura Organizacional:

Impacto no Comportamento Humano e Integração A cultura organizacional, ou "grupos de trabalho com cultura própria", exerce "influências acentuadas sobre os estados mentais e emocionais dos indivíduos que as compõem". Essa cultura pode ser "um ambiente integrador e enriquecedor" ou, ao contrário, pode "desagregar-se e manipular as pessoas".

Promoção da Integração É fundamental que a "cultura organizacional da empresa deve se direcionar para uma troca de cultura de maneira que haja integração dos colaboradores entre si, como também entre empresa e colaborador". Não avaliar a situação emocional das pessoas nas organizações é considerada uma falha grave.

Em resumo, a gestão de pessoas é vital para a eficácia dos sistemas de saúde ao garantir que os profissionais sejam capacitados, desenvolvidos e estrategicamente utilizados, permitindo que as organizações atinjam seus objetivos de forma eficiente e eficaz. A cultura organizacional, por sua vez, influencia a eficácia ao criar um ambiente de trabalho que integra os colaboradores, considera seu bem-estar emocional e promove a coesão, essencial para o funcionamento harmonioso e produtivo das equipes de saúde.

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Sofistas Gregos: Características de conteúdo e forma no proêmio eficaz segundo Trasímaco

17.07.2025

Postado por Irineu Messias


Índice

  1. Introdução
  2. Contextualização Histórica e Conceitual
  3. Análise dos Conteúdos Existentes e sua Relação com o Proêmio
  4. A Perspectiva de Trasímaco na Discussão de Justiça e Retórica
  5. Considerações sobre a Ausência de Elementos Explícitos no Discurso de Trasímaco
  6. Visualizações e Representações Gráficas
  7. Conclusão

1. Introdução

O presente artigo tem por objetivo investigar os atributos de conteúdo e forma que, segundo a perspectiva de Trasímaco, contribuiriam para a eficácia de um proêmio. O tema surge em um contexto acadêmico de análise crítica dos diálogos platônicos, onde o debate sobre a justiça – matéria central na obra República – contrasta com a função de introdução (ou proêmio) dos temas discutidos. No entanto, a partir das fontes analisadas, constata-se que os textos enfatizam principalmente os argumentos de Trasímaco acerca da justiça, sem oferecer uma exposição detalhada relativa à estrutura ou às características do proêmio eficaz.

Neste trabalho, serão abordadas as contribuições dos autores clássicos e das análises contemporâneas, com especial referência aos textos extraídos da República de Platão, bem como à discussão sobre os métodos retóricos e de argumentação dos sofistas, dos quais Trasímaco é um exemplo marcante. A metodologia combinou a análise textual de trechos relevantes com uma comparação dos elementos retóricos presentes nos debates filosóficos, buscando identificar, mesmo que de forma indireta, quais aspectos do proêmio poderiam ser considerados eficazes na retórica feita por Trasímaco.

2. Contextualização Histórica e Conceitual

A República de Platão é palco de intensos debates sobre a natureza da justiça. Nesse cenário, Trasímaco aparece como um personagem que desafia as concepções tradicionais, afirmando que “a justiça é nada mais do que a vantagem do mais forte”. Sua posição contrasta com a visão idealizada e normativa defendida por Sócrates, contribuindo para uma polarização de opiniões que, por certo, se estende à forma como o discurso é introduzido e estruturado.

Em alguns estudos, o proêmio é entendido como a introdução que contextualiza o debate e delimita o que está por vir. Por exemplo, na análise do proêmio da República, observa-se que ele não se limita a ser uma mera abertura, mas assume funções múltiplas: ele serve de prelúdio à discussão dos temas da polis (politéia), da justiça (dikaiosýne) e da dialética. Tais interpretações, contudo, são atribuídas a outros interlocutores (como Sócrates e Glaucon) e não ao próprio Trasímaco.

No contexto retórico, uma introdução eficaz deve conquistar a atenção do público e, ao mesmo tempo, preparar o terreno para a argumentação que se seguirá. Embora os textos fornecidos explorem com profundidade os debates sobre justiça, eles não revelam explicitamente se Trasímaco dedicou-se a delinear os atributos formais ou de conteúdo de um proêmio que considerasse ideal para persuadir seu público.

 

3. Análise dos Conteúdos Existentes e sua Relação com o Prôemio

A partir da análise dos trechos fornecidos nas fontes, constata-se que:

  • Debate sobre Justiça: A ênfase das fontes concentra-se na interpretação de Justiça conforme exposta por Trasímaco, que caracteriza a justiça como um instrumento de dominação – “a vantagem do mais forte”. Essa abordagem já demonstra um forte caráter retórico, onde o discurso visa, sobretudo, desafiar as noções preestabelecidas e enaltecer a eficácia da argumentação persuasiva.
  • Função do Próemio: Há uma clara delimitação do conceito de próemio em estudos como os que discutem a função do próemio na introdução da República. Nesses trabalhos, o próemio é visto como o ponto de partida que prepara o leitor ou ouvinte para um caminho que envolve aspectos filosóficos, históricos e retóricos. Contudo, essa discussão permanece alocada em outros contextos e não é especificamente associada a Trasímaco.
  • Foco Retórico de Trasímaco: Os elementos da retórica atribuídos a Trasímaco (como a tentativa de confundir ou desestabilizar a noção tradicional de justiça) sugerem que, se ele tivesse uma concepção sobre o próemio eficaz, esta provavelmente enfatizaria a capacidade de rapidamente cativar e desviar o discurso para favorecer a sua própria visão. Contudo, não há nos textos um detalhamento explícito desse ponto de vista.

Assim, embora os textos reúnam uma rica discussão dos argumentos sofísticos e da retórica em Platão, a contribuição específica de Trasímaco no que diz respeito aos elementos formais e de conteúdo de um próemio permanece não abordada de forma detalhada.

4. A Perspectiva de Trasímaco na Discussão de Justiça e Retórica

Trasímaco é frequentemente lembrado por sua postura combativa e pelo uso de argumentos que buscam evidenciar a arbitrariedade e a relatividade dos valores morais tradicionais. Sua defesa de que “a justiça é a vantagem dos mais fortes” não parte de uma análise estruturada da forma, mas sim de um questionamento radical dos pressupostos éticos e políticos. Essa estratégia retórica tem a finalidade de:

  • Provocar Reação: Ao adotar posturas polêmicas e questionadoras, Trasímaco utiliza a retórica para instigar debates acalorados e, assim, mobilizar a atenção dos ouvintes ou leitores.
  • Subverter Convenções: A sua argumentação busca subverter os conceitos clássicos de justiça, o que implica também uma crítica indireta à forma como os discursos e introduções (próemios) são tradicionalmente estruturados para reforçar valores normativos.
  • Afirmar a Superioridade Dialética: Ao demonstrar que sua visão é fruto de uma análise prática e despojada de idealismo, Trasímaco reforça a ideia de que a eficácia de um discurso – e, por extensão, de um próemio – pode ser medida pela sua capacidade de desarmar as convenções e reconfigurar o debate a favor do poder e da persuasão prática.

Apesar dessas inferências, observa-se que os registros dos textos disponíveis não especificam quais seriam, em termos de forma e conteúdo, as características de um próemio eficaz defendido por Trasímaco. Sua ênfase recai mais sobre a eficácia em contestar e desestabilizar o pensamento convencional do que sobre a arte de iniciar um discurso com cuidadosa elaboração formal.

5. Considerações sobre a Ausência de Elementos Explícitos no Discurso de Trasímaco

A análise dos materiais evidencia que:

  • Foco na Justiça: As fontes se concentram na análise dos argumentos de Justiça e na crítica ao status quo, sem realizar uma dissecação dos elementos formais de um próemio na visão de Trasímaco. Isso sugere que o personagem, embora retórico, não deixou um tratado específico sobre a estrutura ideal de uma introdução discursiva.
  • Ênfase em Estratégias Retóricas: A retórica de Trasímaco, registrada nas fontes, aponta para estratégias voltadas à vitória argumentativa, como a moralização invertida e a utilização de slogans provocativos. Esses aspectos indicam uma preferência pelo impacto imediato no debate, sem a elaboração de uma introdução detalhada que possa ser classificada como “próemio eficaz” no sentido convencional.
  • Contribuição Indireta à Retórica: Pode-se inferir, de modo indireto, que um próemio adequado, segundo os princípios que orientam a postura de Trasímaco, deveria apresentar inicialmente uma estrutura que desestabilizasse as convenções e preparasse o terreno para a argumentação que segue, enfatizando a realidade crua das relações de poder. No entanto, essa inferência é uma conjectura baseada na análise do comportamento dialogal e não em uma proposição textual explícita.

Dessa forma, a ausência de uma definição clara e sistematizada nos materiais disponíveis inviabiliza a formação de uma resposta categórica sobre as características de um próemio eficaz segundo Trasímaco. O que se pode afirmar é que, para ele, a eficácia discursiva reside na capacidade de desafiar as noções estabelecidas e de provocar uma revisão imediata dos conceitos tradicionais.

6. Visualizações e Representações Gráficas

Tabela: Comparativo entre Elementos Retóricos Tradicionais e a Perspectiva de Trasímaco

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Explicação: Esta tabela compara os elementos retóricos que costumam definir um proêmio eficaz de forma tradicional com aspectos que podem ser associados à estratégia retórica de Trasímaco, ressaltando a ausência de uma formulação explícita de sua parte quanto ao tema.

Diagrama de Fluxo: Relação entre Debate de Justiça e Estrutura Retórica

Diagrama:

Diagrama

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Descrição: O diagrama acima ilustra o fluxo argumentativo típico no debate platônico, destacando onde ocorre a intervenção retórica de Trasímaco. Nota-se que, embora o proêmio tradicional sirva de introdução para apresentar conceitos, a intervenção de Trasímaco redireciona o foco ao enfatizar o poder e a vantagem do mais forte, sem explicitar os elementos formais de um proêmio eficaz.

Pessoas em pé em frente a mesa

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Legenda: Representação simbólica de um debate pela retórica clássica, que evidencia a disputa de ideias entre posições tradicionais e sofísticas.

7. Conclusão

Em síntese, a análise dos materiais disponíveis permite afirmar que:

  • A discussão dos textos concentra-se primordialmente na análise da justiça e na crítica das convenções morais, sobretudo a partir da perspectiva de Trasímaco.
  • Não há evidências explícitas nos conteúdos fornecidos que detalhem quais seriam as características de um proêmio eficaz segundo Trasímaco.
  • Pode-se inferir, de forma indireta, que para Trasímaco a eficácia retórica reside na capacidade de provocar, desestabilizar e subverter as noções tradicionais, favorecendo um discurso que priorize a vitória argumentativa sobre a clareza formal e a harmonização dos conceitos.
  • A ausência de uma formulação sistematizada por parte de Trasímaco limita a possibilidade de identificar elementos específicos de conteúdo e forma para um proêmio eficaz de sua autoria.

Principais Conclusões:

  • A função do proêmio na tradição clássica envolve a preparação do debate, contextualizando e introduzindo os temas a serem discutidos.
  • A retórica de Trasímaco, embora extremamente eficaz no sentido de contestar e desafiar os valores estabelecidos, não se dedica a uma análise formal dos elementos que compõem um proêmio.
  • A inferência indireta sugere que, para Trasímaco, a eficácia discursiva se mede pela capacidade de mobilizar o debate em favor dos interesses do mais forte, sem que haja uma preocupação explícita com a estrutura introdutória tradicional.

Em conclusão, embora o debate platônico e os estudos sobre a função do proêmio ofereçam insights valiosos sobre a introdução de temas complexos, os materiais disponíveis não estabelecem de forma clara e direta as características de um proêmio eficaz segundo Trasímaco. Essa ausência indica que seus interesses retóricos estavam direcionados à revisão crítica dos conceitos de justiça e ao estabelecimento de um novo paradigma de poder, deixando em aberto a sistematização formal de uma introdução discursiva.

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