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Análise PEST (PESTAL/PESTEL): o que é, importância e como fazer

23.12.2024
Por Marcos Kayser,


A Análise PEST, também chamada de Análise PESTAL ou Análise PESTEL, é mais uma metodologia utilizada para a realização do diagnóstico estratégico nas organizações. Seu foco é nas oportunidades e ameaças externas do negócio, ajudando, portanto, a identificar as tendências que influenciam de alguma forma a rotina organizacional. 

Quer entender melhor como funciona e como aplicar a metodologia em sua empresa? Continue a leitura e confira:

  • O que é Análise PEST? 
  • Diferenças entre Análise PEST e Matriz SWOT
  • Como fazer a Análise PESTEL?
  • Conte com o Scopi para a análise PEST da sua empresa 

O que é Análise PEST? 

Essa metodologia analisa quatro diferentes áreas com o intuito de identificar as oportunidades e ameaças da empresa. 

As áreas analisadas formam o acrônimo que dá nome ao conceito, sendo eles: Política (P), Economia (E), Social (S) e Tecnologia (T). Portanto, a metodologia vai estudar como esses pontos podem afetar o ambiente empresarial de forma negativa ou positiva, auxiliando na definição dos melhores caminhos a serem seguidos pelas organizações.

Você também já pode ter ouvido falar em denominações como PESTAL ou PESTEL, elas são utilizadas quando é interessante para a empresa analisar outros fatores para o negócio. Entenda as nomenclaturas utilizadas e as áreas relacionadas: 

  • Análise PEST: Política, Economia, Social e Tecnologia;
  • Análise PESTAL: Política, Economia, Social, Tecnologia, Ambiental e Legal; ou
  • Análise PESTEL: Political, Economic, Socio-Cultural, Technological, Environmental and Legal.

A ideia, então, é separar esses fatores em tópicos e, em um exercício de pesquisa e raciocínio, listar as tendências relacionadas a eles que podem ter algum reflexo no negócio. Para isso, é preciso entender quais são os elementos externos considerados relevantes para essa análise.

Diferenças entre Análise PEST e Análise SWOT

É muito comum confundirem a Análise PEST/PESTEL/PESTAL com a Análise SWOT, uma vez que ambas são utilizadas no diagnóstico estratégico das empresas. Mas, apesar das similaridades em alguns pontos, as metodologias possuem características distintas. 

A Matriz SWOT vai avaliar a empresa olhando para as suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, além de levar em consideração os fatores internos e externos do negócio. 

Já a Análise PEST direciona a análise para os fatores macros do ambiente externo, isto é, fatores que podem afetar de alguma forma o negócio, impedindo seu crescimento. Além disso, essa análise serve também para identificar possíveis novos rumos para a empresa. 

Portanto, a grande diferença entre ambas metodologias é o fato da Análise PEST realizar um estudo mais aprofundado dos fatores externos. E a SWOT traz também a visão dos aspectos internos do negócio, o que não acontece com a PEST. 

– Leia também: Análise SWOT cruzada (TOWS): como aplicar essa ferramenta em seu negócio?]

Como fazer a Análise PESTEL?

Como adiantamos acima, a Análise PESTEL consiste no estudo de fatores externos que podem afetar os resultados da empresa. Abaixo listamos e descrevemos quais são essas áreas. Veja: 

1. Fatores políticos

Aqui são analisados todos os pontos relacionados ao grau de intervenção das situações políticas na empresa e no cenário econômico como um todo. São alguns dos aspectos a serem considerados nesse sentido: 

  • Política de impostos;
  • Leis trabalhistas; 
  • Órgãos fiscalizadores; 
  • Legislações relacionados à empresa; 
  • Código de Defesa do Consumidor; 
  • Regulamentações de segurança. 

2. Fatores econômicos 

Deve-se analisar questões econômicas que trazem impacto para o negócio em suas operações. Por exemplo, a oscilação na taxa de juros pode impactar nos resultados de vendas, representando uma ameaça ou oportunidade em determinado período. 

Portanto, nesse momento a empresa deve avaliar pontos como: 

  • Inflação do país; 
  • Taxa de câmbio; 
  • Nível de renda dos clientes; 
  • Crescimento econômico; 
  • Taxa de desemprego. 

3. Fatores sociais 

Os fatores sociais consideram aspectos culturais, demográficos e outras variáveis da sociedade que influenciam o ambiente organizacional. 

Por exemplo, questões como distribuição etária, segurança e distribuição populacional podem influenciar na dinâmica de distribuição de produtos, estratégia de marketing, entre outras decisões estratégicas da empresa. 

São alguns fatores sociais importantes a serem considerados: 

  • Taxa de crescimento da população;
  • Aspectos demográficos;
  • Grau de instrução dos clientes; 
  • Distribuição de renda;
  • Questões relacionadas ao estilo de vida do seu público-alvo. 

4. Fatores tecnológicos 

A tecnologia está presente em nosso cotidiano a todo momento e para as empresas ela representa otimização de tempo, organização e simplificação da rotina. Por isso, é fundamental estar atento às mudanças e novidades tecnológicas presentes no mercado. 

Nesse sentido, a empresa deve ficar de olho em questões como: 

  • Mudanças na internet; 
  • Lançamento de novos produtos e serviços tecnológicos; 
  • Ciclo de vida da tecnologia;
  • Questões relacionadas à energia. 

5. Fatores ambientes 

Presente nos estudos da Análise PESTAL, os fatores ambientais dizem respeito à influência de questões relacionadas ao meio ambiente na empresa. 

Por exemplo, aqui deve-se considerar itens como procedimentos de reciclagem, eliminação de resíduos, entre outros. São outros pontos a serem analisados: 

  • Regulamentação ambiental e ecológica da empresa; 
  • Uso de energia renovável; 
  • Descarte de lixo;
  • Importância da sustentabilidade para o seu público-alvo. 

6. Fatores legais

Aqui devem ser analisados todos os pontos relacionados à legislação que impactam a organização. É importante entender o que é e o que não é permitido, como é o procedimento adequado para operações comerciais e financeiras no setor, entre outros pontos. 

São exemplos de análises a serem realizadas nesse sentido: 

  • Legislação laboral; 
  • Direito do consumidor; 
  • Restrições internacionais e comerciais; 
  • Mudanças em leis que podem afetar a empresa.

– Leia também: Diagrama de Ishikawa: encontre as causas dos seus problemas!

Conte com o Scopi para a Analise PEST da sua empresa

Você sabia que existem plataformas que podem ajudar seu negócio na elaboração de um diagnóstico estratégico? O Scopi é uma delas.

software de planejamento estratégico Scopi traz um passo a passo que facilita a montagem do seu plano e ajuda no monitoramento da execução, com seus avisos e painéis de controle. 

Além disso, ele integra em um só lugar outras ferramentas importantes como a própria Matriz SWOT, a Análise Pestal, Curva de Valor, além do mapa estratégicogestão de indicadores, metas, projetos e processos. Com o Scopi, fazer uma gestão estratégica é mais fácil e eficaz!

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Fonte:https://scopi.com.br/blog/analise-pest/#:~:text=da%20sua%20empresa-,O%20que%20%C3%A9%20An%C3%A1lise%20PEST%3F,)%20e%20Tecnologia%20(T).

Domine o Planejamento Estratégico: 10 Ferramentas Essenciais


26.08.2024

Do canal no YouTube,  Abri Minha Empresa, 19.12.22

Você já se perguntou como pequenas empresas alcançam o sucesso? A resposta pode estar no uso inteligente de ferramentas de planejamento estratégico. Este artigo apresenta 10 dicas amplamente utilizadas que servirão como guia para aprimorar seu planejamento estratégico, proporcionando uma base sólida para decisões assertivas.


Clique aqui e assista vídeo no YouTube

Análise SWOT e as 5 Forças de Porter

A análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats) é uma ferramenta poderosa que ajuda a identificar os pontos fortes e fracos da empresa, além das oportunidades e ameaças do mercado. De maneira semelhante, as 5 Forças de Porter destacam as influências competitivas que afetam a lucratividade e o atendimento ao cliente. Ambas fornecem informações cruciais para embasar o planejamento estratégico de negócios.

Visão Geral das Ferramentas de Planejamento Estratégico

As ferramentas de planejamento estratégico, como a análise das 5 Forças de Porter, oferecem insights vitais sobre o ambiente competitivo. A Matriz BCG, por sua vez, é fundamental para analisar o desempenho do produto, permitindo decisões informadas e direcionamento de investimentos.

Pontos-Chave para o Planejamento Estratégico

Ao estabelecer metas, seja específico, mensurável, atingível, relevante e oportuno. Além disso, a definição da missão, visão e valores serve como uma bússola orientadora na condução das estratégias.

Implementando o Ciclo PDCA para Melhoria Contínua

O Ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act) é uma poderosa metodologia para aprimorar processos e serviços de forma contínua. Juntamente, o Business Model Canvas fornece uma visão visual do modelo de negócios, abordando 9 tópicos essenciais para o planejamento estratégico.

Implementando a Matriz Ansoff e OKR para o Crescimento Estratégico

A Matriz de Ansoff é essencial para analisar estratégias de mercado, desenvolvimento de produtos, expansão de mercado e diversificação. Enquanto isso, a metodologia OKR (Objectives and Key Results) auxilia na definição e mensuração dos objetivos e resultados principais da empresa.

Principais Componentes do Planejamento Estratégico

Os objetivos e resultados-chave (OKR) são peças fundamentais que delineiam as metas a serem alcançadas e a maneira de medir o sucesso. Além disso, o plano de ação é vital para listar e organizar as ações necessárias para alcançar os objetivos de modo eficaz.

Conclusão

Em resumo, aprimorar o planejamento estratégico é essencial para o sucesso empresarial. Ao dominar estas 10 ferramentas, você estará capacitado para criar uma base sólida que embasará decisões assertivas, impulsionando o crescimento do seu negócio.

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O Safari da Estratégia de Henry Mintzberg

16.08.2024



Henry Mintzberg pode ser considerado um dos “founding fathers” da disciplina de estratégia, ao lado de nomes como Bill Bain, Bruce Henderson e Michael Porter. E há pouco mais de 10 anos, escreveu uma espécie de compêndio para falar sobre a disciplina de maneira mais ampla e até retrospectiva, considerando todo seu histórico de décadas na área. A obra se chama Strategy Safari: a guided tour through the wilds of strategic management (Safári de Estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico, em português), juntamente com Bruce Ahlstrand e Joseph Lampel.

A obra destaca fundamentos, premissas e práticas de 10 escolas de administração estratégica, onde cada uma delas é avaliada quanto à sua contribuição para o segmento em relação às suas limitações. Uma leitura clássica sobre estratégia empresarial, que permite uma visão geral sobre os pontos de vista pelos quais a estratégia é considerada.


Mas, não é só isso. As linhas escritas também dão a possibilidade a empresários, gestores, negócios, administradores e estrategistas de refletir e adotar estratégias que mais vão ao encontro com o mercado e a estrutura do seu próprio negócio.

 Diante disso, o livro se estabelece como uma espécie de guia que fornece críticas às escolas de planejamento estratégico, destacando as principais ferramentas utilizadas nesse universo e as discussões sobre sua eficácia.

Um olhar geral

A obra dialoga sobre como a estratégia se tornou um comportamento de longo prazo, onde planejamos o futuro com base na construção do passado. Nesse meio tempo, surge uma questão importante: “As estratégias realizadas sempre foram intencionais?”. E a verdade é que, na prática, nem sempre é assim. Por isso, ele classifica três tipos de estratégia: deliberada (executadas); emergente (padrão executado não foi pretendido anteriormente); e não realizada. 

Claro que a melhor prática é a estratégia intencionalmente pensada e executada e é a partir daí começamos a analisar pontos específicos desse processo:

Concepção

Para que uma estratégia comece a ver a luz do dia, é importante nortear-se com base em pelo menos 4 critérios: consistência, que se refere à solidez dos objetivos; consonância, que significa a capacidade de reagir ao ambiente; vantagem, que define o diferencial competitivo; e viabilidade, que acontece se a estratégia for financeiramente sustentável.

Dimensões fundamentais

O modelo básico de planejamento estratégico explica como construir cenários para auxiliar na tomada de decisão, identificando as principais “forças motrizes”, que são:

Dinâmica social: questões relacionadas a hábitos de consumo, estilo de vida e valores;

Questões econômicas: tendências macroeconômicas que podem influenciar seu negócio;

Questões políticas: assuntos eleitorais e legislativos;

Questões de tecnologia: novas tecnologias que podem impactar seus negócios.

Segundo os autores, levar em consideração esses aspectos significa basear um planejamento no longo prazo e, assim, diminuir as chances de estratégias imediatas de impulso que podem acabar sendo voos de galinha. E, claro, sempre ficar atento às mudanças nessas dimensões, já que [especialmente hoje] tudo é muito dinâmico e precisa ser adaptado rapidamente.

Mentalidade, processo emergente e negociação

Os estrategistas formulam suas estratégias com base em suas experiências. Depois, a estratégia precisa assumir um processo de aprendizagem de longo prazo, cujo líder deve coordenar. No entanto, mesmo que o processo se desenvolva dentro da organização, ainda está sujeito a ser restrito se colocar mais ênfase no hoje do que no amanhã. No fundo, estratégia é sobre uma visão de futuro.

Até por isso, uma boa estratégia, incisiva e relevante, vai encontrar dificuldades políticas pelo caminho em qualquer organização. Porque ela necessariamente vai chacoalhar as estruturas e propor mudanças na maneira como as coisas são feitas – o que sempre gera um natural desconforto. 

A força que altera a configuração estável das empresas. As mudanças de cima para baixo começam com a reestruturação da empresa, esmagando burocracias desnecessárias, capacitando funcionários e refinando para sustentar a vantagem competitiva. De outro ângulo, mutações de baixo para cima sugerem que pequenas mudanças na organização levam ao processo de transformação, de forma que elas partem dos funcionários, descentralizando a figura central do líder.

Em tese, uma estratégia é baseada em crenças coletivas, que impactam a forma como os recursos são utilizados para gerar vantagem competitiva. Por isso, a cultura passa a ser a grande influenciadora das decisões organizacionais. Para superar esses conflitos, é preciso se enquadrar em um ambiente de aceitação, flexível e inovador.

A besta inteira

“Quão complexa deve ser uma boa estratégia?”

“Até que ponto uma boa estratégia deve ser integrada?”

“Quão boa deve ser uma boa estratégia?

“Até que ponto uma boa estratégia deve ser centralizada?”

Essas questões fazem revisar todo o “animal” da estratégia, levando em conta tudo o que foi falado e abordado anteriormente.

Aqui, para contextualizar as metáforas da besta ou do animal, os autores usam a analogia dos cegos tentando descrever um elefante: a história em que aquele que está sentindo sua cauda pensou que era como uma corda, aquele que sentiu sua perna pensou que era como uma árvore, aquele que sentiu sua presa pensou que era como uma lança, etc.). Moral da história, não dá para descrever algo muito grande, porque cada um consegue se apropriar apenas de um pedaço dele. Por isso, segue-se com a análise das diferentes abordagens
 para o planejamento estratégico.

AS 10 ESCOLAS DE PLANEJAMENTO ANALISADAS

A obra possui na essência uma descrição detalhada de 10 escolas de planejamento. Elas são definidas aqui em duas grandes categorias. As prescritivas, que identificam direções de ação por parte da empresa a partir de uma avaliação da situação atual e do ambiente em que opera. E as descritivas – razões históricas pelas quais uma empresa está onde está em determinado momento.

Escola de Design: formação da estratégia como processo de concepção, combinando a situação interna da organização com a externa do ambiente, projetando a estratégia da organização para representar o melhor ajuste possível.

Escola de Planejamento: a formação da estratégia é vista como um processo formal, que segue um conjunto rigoroso de etapas desde a análise da situação até o desenvolvimento e exploração de cenários.

Escola de Posicionamento: processo analítico que coloca o negócio dentro do contexto da indústria em que está inserido e como a organização melhora seu posicionamento competitivo neste âmbito.

Escola Empreendedora: formação da estratégia como processo visionário, ocorrendo na mente do fundador ou líder de uma organização.

Escola Cognitiva: baseada na ciência do funcionamento do cérebro, considera a estratégia como um processo mental e analisa como as pessoas percebem padrões e processam informações.

Escola de Aprendizagem: formação da estratégia como processo emergente, onde a administração de uma organização presta atenção ao que funciona e ao que não funciona, estabelecendo lições em seu plano de ação.

Escola de Poder: processo de negociação entre os detentores de poder dentro da empresa e/ou entre o negócio e as partes interessadas externas.

Escola Cultural: processo coletivo envolvendo grupos e departamentos da empresa; a estratégia desenvolvida é um reflexo da cultura corporativa.

Escola Ambiental: processo reativo; uma resposta aos desafios impostos pelo ambiente externo.

Escola de Configuração: processo de transformação da organização de um tipo de estrutura de tomada de decisão para outro.

Assim como nenhuma das descrições do elefante dos cegos é completamente adequada, nenhuma dessas escolas é completa por si só. Cada uma oferece conceitos úteis e pontos fortes, mas também tem suas desvantagens. É porque aqui o objetivo não é identificar qual aspecto da gestão estratégica é a melhor representação do todo, mas entender como todos contribuem para a totalidade da disciplina. Isso expande a perspectiva do estrategista sobre a riqueza da gestão estratégica e permite considerar as abordagens que podem ser aplicadas.

5PS DA ESTRATÉGIA E POR QUE O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO É BENÉFICO A EMPRESAS

Um dos destaques da obra de Mintzberg é sua sistematização da disciplina nos seus famosos 5 Ps. Na prática, são cinco maneiras distintas de pensar sobre as características essenciais do planejamento estratégico, elencados como:

P1: estratégia como um plano, um guia para um curso de ação, um caminho de um estado atual para um estado final futuro desejado.

P2: estratégia como um padrão; uma consistência de comportamento ao longo do tempo.

P3: estratégia como posição para a localização de produtos específicos em mercados específicos.

P4: estratégia como perspectiva, representando-a como uma filosofia particular do negócio em termos de interação com o cliente ou a forma em que bens/serviços por meio de uma manobra específica, destinada a enganar concorrentes ou oponentes.

P5: estratégia como uma manobra [ploy], buscando sempre surpreender a concorrência com movimentos inesperados que mudam a forma como o jogo é jogado.

NEM TUDO SÃO FLORES

Uma das coisas mais interessantes da obra de Mintzberg é que ela não ilude o leitor de que tudo são flores no mundo da estratégia. É possível analisar, do início ao fim do livro, os motivos pelos quais o planejamento estratégico é considerado fundamental para qualquer empresa, mas sem deixar de apontar os contrapontos possíveis. Estratégia é ótimo, mas há pontos de atenção que não podem ser desconsiderados.

Define a direção. Mas, mesmo que seja benéfica, é perigoso quando os problemas que um plano pode impor a uma organização, dificultando a avaliação de novas possibilidades.

Concentra esforços, mas há risco de que os gerentes fiquem presos a uma forma particular de pensamento, perdendo novas oportunidades.

Estabelecer definições claras do que a empresa é ou não é, mas há um perigo de ignorar a riqueza da diversidade inerente à qualquer organização, podendo incorrer em estereótipos simplistas.

Cria consistência, mas gera dificuldade de reação rápida e adaptação à novas realidades.

Para que se aproveite muito mais os prós do que os contras de criar uma cultura estratégica, é importante adotar boas práticas como ter um senso crítico enorme em relação às próprias decisões. É fundamental analisar sempre os pontos negativos de uma estratégia e não só ficar inebriado pelos positivos, ficando cego nas próprias crenças. Assim como não deixar que a estratégia se concentre só na liderança, mas permeie toda a organização, deixando a cultura corporativa pode moldar as estratégias de uma empresa. E, claro, sempre estar mais que consciente das incertezas. Estratégia está longe de ser ciência exata. Está muito mais para mitigação de riscos.

Mas, no fim do dia, o fato é que planejar estratégias é o ponto de partida para todas as ações que uma marca deve realizar para conquistar um futuro próspero, já que é o caminho mais eficiente para lidar com o bem mais precioso das organizações que são seus recursos [tempo, dinheiro, tecnologias, pessoas etc.]. Estando consciente das dificuldades e idiossincrasias, é certamente a melhor aposta que se pode fazer.

É pensando nisso que a Sandbox oferece o curso Pensamento Estratégico, com uma missão bem clara: aumentar sua capacidade de pensar estrategicamente, explicando os 4 papéis-chave de um estrategista: entender problemas, tomar decisões baseadas em evidências, ter insights criativos e saber contar histórias.

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Fonte:https://sandbox.ee/2021-12-01-explorando-a-selva-de-planejamento-estrategico/

Desvendando a Importância do Planejamento Estratégico

23.07.2024
Postado por Irineu Messias


Introdução

Imagine uma empresa sem direção clara, sem metas definidas. O planejamento estratégico surge como a bússola que guia organizações para o sucesso.

A Base do Sucesso Organizacional

Peter Block, renomado por suas contribuições à administração, enfatiza a essência da disseminação do planejamento estratégico. Ele ressalta que é o alicerce para uma cultura organizacional sólida, determinando metas e direcionamentos claros.


Engajamento e Direcionamento

Ao envolver todos os membros da organização no planejamento estratégico, cria-se um ambiente propício para a inovação e colaboração. O envolvimento promove responsabilidade e "empowerment" em direção ao sucesso compartilhado.

Erro Comum: Restringir o Acesso

Antigamente, muitas empresas limitavam o acesso ao planejamento estratégico a um pequeno grupo, resultando em visões estreitas e desconexão. A disseminação ampla do plano estratégico é importante para alinhar toda a equipe.

Importância do Alinhamento e Transparência

Alinhar o planejamento estratégico com as operações diárias é vital para o sucesso contínuo. Compartilhar abertamente as estratégias aumentam a transparência, engajamento e compreensão em todos os níveis da organização.

Conclusão

Ao entender e aplicar de forma ampla o planejamento estratégico, as empresas podem alcançar um novo patamar de eficiência e inovação. O segredo está na disseminação, engajamento e alinhamento constante com as ações do dia a dia.


O que é visão estratégica e 4 dicas para desenvolvê-la

 17.07.2024

Do BLOG PORTAL PÓS,16.11.22

Por    

Nenhuma empresa, projeto ou solução consegue prosperar sem um bom planejamento. Independente do setor ou do tipo de negócio, não dá para viver um dia de cada vez sem pensar no futuro. Para fazer projeções alinhadas com os objetivos da organização é preciso saber o que é visão estratégica

O conceito engloba todo tipo de planejamento que a empresa precisa fazer para alcançar seus objetivos. Isso significa analisar as possibilidades e pensar nos rumos que quer dar para uma companhia. 

Por que a visão estratégica é importante?

Um estudo desenvolvido pelo Sebrae aponta que os principais motivos para o fechamento de uma empresa estão relacionados à falta de planejamento. Mais de 55%, por exemplo, não realizaram um plano de negócios. 

Ter uma visão estratégica, portanto, é essencial para a sobrevivência do negócio. É também dessa forma que uma empresa consegue se aperfeiçoar, conquistar novos clientes e crescer no mercado. Para ter mais competitividade, é necessário mapear os concorrentes e fazer um plano de ação, e esse processo pode ser desafiador. 

Primeiro, é preciso entender que o processo deve ser alinhado pelas áreas da empresa. Os líderes precisam trabalhar juntos para desenvolver essa visão de futuro e criar soluções que permitam alcançá-las. 

Essa visão será o guia para a atuação de todos os colaboradores, e garantirá sustentabilidade para o negócio. Sem isso para orientar as equipes, fica mais difícil compreender porque realizar certas atividades e qual o papel de cada um. 

Ou seja, desenvolver estratégias é o que permitirá alinhar as equipes e funções, e garantir que todos caminhem pelo mesmo objetivo. 

Como desenvolver uma visão estratégica? 

Ainda segundo o levantamento do Sebrae, as empresas que trabalham em constante aperfeiçoamento de produtos e serviços, atualização em relação às tecnologias do setor, inovação em processos e procedimentos e investimento em capacitação tendem a sobreviver mais no mercado. 

Para os profissionais que buscam novas oportunidades na carreira, desenvolver uma visão estratégica é essencial para se destacar. Os recrutadores buscam pessoas que consigam compreender os objetivos da empresa, e desenvolvam soluções criativas e inovadores para cumprí-los. 

Embora algumas pessoas tenham essa habilidade mais desenvolvida, ela pode ser aprendida e aperfeiçoada, e qualquer pessoa com interesse em crescer na carreira pode aprender. Por isso, indicamos quatro dicas para quem busca uma visão estratégica do negócio:

1 – Entenda a missão, visão e valores da empresa

Essas diretrizes servem como guia fundamental de uma empresa, e indicam onde ela quer chegar e as ações que devem ser tomadas nessa trajetória. A missão mostra o propósito de uma organização, sua razão para existir, e é a base fundamental para um bom planejamento. 

A visão detalha onde ela quer chegar. O que a empresa pretende conquistar em cinco, 10, 20 anos. Uma nova sede, o dobro de colaboradores, conquistar um novo nicho de mercado? É a partir disso que será estabelecido o caminho percorrido até a realização desse desejo. 

Os valores são os princípios de uma organização, e é com base neles que todas as ações serão desenvolvidas. Por exemplo, uma companhia que preza pela sustentabilidade vai ter como um de seus valores a busca por soluções que diminuam o impacto socioambiental em todos os seus processos. 

2 – Saiba onde quer chegar

Uma visão bem desenvolvida deixará claro o que a empresa busca, e servirá como base para o planejamento estratégico. Entender onde quer chegar é a primeira etapa para desenvolver esse plano. A partir daí, são analisadas as ações necessárias para tornar essa visão realidade. É importante se fazer algumas perguntas que irão guiar esse caminho, como:

  • Onde estou hoje?
  • Onde quero chegar?
  • O que eu preciso fazer para alcançar esse objetivo?
  • Quais as dificuldades encontradas?
  • Como resolver e/ou buscar meios alternativos?

Responder essas questões deixará mais clara a jornada.

3 – Defina prioridades

Estratégia é, por definição, o conjunto de ações desenvolvidas para alcançar um resultado específico, e esse deve ser o foco a todo momento. Um bom estrategista tem que saber antecipar cenários e pensar no futuro. 

Haverá momentos em que mais de uma oportunidade surgirá, e é preciso definir quais são as prioridades que, de forma mais eficiente, ajudarão a concretizar os planos. Além disso, ao longo do caminho, planos podem mudar, novas ideias podem surgir e as prioridades se transformarem. É preciso analisar essas questões para tomar decisões assertivas. 

4 – Nunca pare de estudar e pesquisar

Como já deixamos claro, para ter uma boa visão estratégica, é preciso estar um passo à frente, analisando possibilidades e tomando boas decisões. Isso só será possível com conhecimento e aprimoramento constante. 

Estude o mercado e os concorrentes para entender se as decisões tomadas internamente estão alinhadas com o setor. Fale com especialistas e consultores que possam oferecer uma nova perspectiva sobre o planejamento e os objetivos. 

E continue buscando especializações, seja por meio de cursos livres, seja de pós-graduações. Os estudos permitirão o contato direto com especialistas e conteúdos que oferecerão as ferramentas necessárias para ir em busca da concretização dos objetivos do negócio. 

Entender o que é visão estratégica é crucial para que um negócio prospere. Só assim será possível pensar numa companhia que cresce e se desenvolve, atingindo o sucesso. 

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Fonte:https://blog.portalpos.com.br/o-que-e-visao-estrategica/

ESG e Dupla Materialidade: O Guia Aprofundado para a Sustentabilidade Corporativa Moderna

16.06.2026 Postado por Irineu Messias Introdução Nos últimos anos, a sustentabilidade corporativa tornou-se um pilar fundamental para as emp...